The Gentlemen cresce 588% e coloca o Brasil entre os cinco principais alvos
O avanço da ameaça é movido por um modelo financeiro agressivo que repassa 90% dos resgates aos operadores. Investigações recentes em uma única infraestrutura revelaram mais de 1.570 redes corporativas já comprometidas, indicando um volume de invasões silenciosas quase cinco vezes maior do que os registros públicos.
Jean Oliveira, Especialista em Cibersegurança / CyberProtec
4/27/2026
O grupo de ransomware The Gentlemen registrou crescimento de 588% no primeiro trimestre de 2026, saltando de 26 vítimas publicadas no fim de 2025 para 179 entre janeiro e março, segundo a ReliaQuest. Já é o segundo mais ativo do mundo, atrás apenas do Qilin, e colocou o Brasil entre os cinco países mais visados, conforme análise da ISH Tecnologia.
O motor desse avanço está no modelo de negócios. O The Gentlemen opera com afiliados criminosos que executam os ataques e recebem 90% do valor do resgate, bem acima da média de mercado. Esse percentual atraiu operadores experientes de outros grupos, que trouxeram suas próprias redes de acesso corporativo já comprometidas.
A Check Point Research acessou um servidor de comando e controle do grupo e identificou mais de 1.570 vítimas corporativas em uma única botnet, quase cinco vezes as 320 vítimas exibidas no site público de vazamento. O grupo usa SystemBC para comunicação oculta, Cobalt Strike para movimentação lateral e criptografia em ambientes Windows e Linux. O malware desativa antivírus e firewalls, apaga cópias de segurança, encerra serviços críticos e se espalha via GPO para criptografar domínios inteiros em horas.
No Brasil, já há registros de ataques nos setores de saúde, construção civil, agronegócio e serviços. A maioria das invasões ocorre à noite e nos fins de semana, encurtando o tempo entre a detecção e o estrago.
▌ CYBERPROTEC INTELIGÊNCIA
O The Gentlemen não impressiona por tecnologia nova, mas por um incentivo econômico imbatível: paga mais que a concorrência e atrai os melhores criminosos. É o mesmo princípio de uma empresa que oferece bônus agressivos para contratar talentos, só que aplicado ao crime.
A descoberta de 1.570 vítimas em um único servidor mostra que as listas públicas de ransomware são apenas a ponta do iceberg. Se sua empresa não monitora ativamente o tráfego de rede e os logs de autenticação, pode já estar comprometida. A pergunta certa não é "fui atacado?", mas "quão rápido vou descobrir?".
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