Polícia Civil prende "Joker", investigado por desenvolver softwares para falsas centrais telefônicas

Polícia Civil prende em Santos homem investigado por desenvolver softwares para golpes de falsas centrais telefônicas. Ele atuava na dark web e estava foragido desde 2024.

Jean Oliveira, Especialista em Cibersegurança / CyberProtec

7/31/2026

A Polícia Civil prendeu na noite de quinta-feira, 30 de julho de 2026, em Santos, no litoral paulista, um homem conhecido como Joker, investigado por desenvolver e comercializar softwares usados por quadrilhas de falsas centrais telefônicas. A prisão foi realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 5ª Delegacia da Disccpat, especializada em investigações sobre roubos a bancos. Durante a ação, foram apreendidos notebooks, celular e um HD externo, que passarão por perícia.

Segundo a investigação, o homem atuava principalmente na dark web, ambiente onde criminosos trocam informações e adquirem softwares para atividades ilegais. De acordo com a polícia, ele desenvolvia um sistema capaz de disparar chamadas telefônicas automáticas para obter dados pessoais e senhas das vítimas, simulando centrais de atendimento de bancos. O software, ainda segundo a investigação, era comercializado para outras quadrilhas que aplicavam os golpes. A prisão ocorreu após uma operação de monitoramento que localizou sua base operacional em Santos.

Segundo a Polícia Civil, Joker já havia sido preso em 2023 durante a Operação Falsa Central, realizada em Sergipe. Após obter liberdade, passou a ser considerado foragido em razão de um novo mandado de prisão expedido pela Justiça sergipana. O nome do investigado não foi divulgado. Os equipamentos apreendidos serão periciados para auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos.

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Casos como este mostram que o crime digital está cada vez mais organizado. Há uma cadeia estruturada que envolve desenvolvedores de software, revendedores na dark web e quadrilhas especializadas em engenharia social. A investigação indica como ferramentas desenvolvidas por especialistas podem ser utilizadas em golpes sofisticados. Para empresas e indivíduos, a segurança precisa acompanhar essa evolução. Autenticação multifator, monitoramento contínuo e treinamento contra engenharia social são medidas essenciais. A CyberProtec oferece planos mensais com monitoramento contínuo, gestão de acessos e detecção de comportamentos anômalos.

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