Operação Bait Box: Quadrilha de golpes operava com estrutura corporativa em SP

Ação da Polícia Civil na capital paulista desarticulou um grupo especializado em engenharia social e fraudes via Pix. A investigação revelou o uso de um escritório físico exclusivo, com divisão de tarefas, para a prática diária de golpes financeiros.

Jean Oliveira, Especialista em Cibersegurança / CyberProtec

4/30/2026

A Polícia Civil de Presidente Prudente (SP) deflagrou, na manhã de 29 de abril de 2026, a Operação Bait Box, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. A ação, coordenada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC-8, teve início por volta das 6h e ocorreu de forma simultânea na capital paulista.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, a maioria na zona sul da cidade de São Paulo. As investigações, iniciadas em 2025, revelaram um grupo estruturado com divisão de tarefas bem definida, que utilizava diversas técnicas de engenharia social para enganar as vítimas.

Entre os golpes aplicados estão o falso protocolo de segurança bancária, fraudes via Pix, invasão de contas e perfis em redes sociais, além de falsas promessas de empréstimos e saque do FGTS. Os criminosos se passavam por atendentes de instituições financeiras para obter dados sensíveis como senhas e informações biométricas.

Em um dos endereços, no bairro da Vila Alpina, os agentes encontraram um espaço que funcionava como um escritório dedicado exclusivamente à prática de crimes online. Até o momento, dez pessoas foram identificadas como integrantes do grupo, incluindo uma adolescente que foi cooptada pela organização.

Os suspeitos devem responder por crimes como organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e corrupção de menor. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos, novas vítimas e o patrimônio ocultado pelo grupo.

▌ CYBERPROTEC INTELIGÊNCIA

A Operação Bait Box prova que o cibercrime hoje opera como uma corporação. Os criminosos não precisam invadir sistemas complexos quando podem simplesmente aplicar engenharia social de dentro de um "escritório". Para proteger o seu caixa, a tecnologia é essencial, mas a sua primeira linha de defesa contra transferências indevidas é uma equipe treinada com protocolos blindados.

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