Brasil entra no Top 3 global de vítimas de ransomware em junho
Com 23 organizações listadas, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking global de ransomware em junho, segundo a Ransomware.live.
Jean Oliveira, Especialista em Cibersegurança / CyberProtec
7/14/2026
O Brasil ficou em terceiro lugar no ranking global de vítimas de ransomware divulgadas publicamente durante o mês de junho de 2026, com 23 organizações listadas em sites de vazamento de grupos criminosos. O levantamento é baseado em dados da plataforma Ransomware.live, que monitora continuamente as divulgações feitas por grupos de ransomware. O ranking foi liderado pelos Estados Unidos, com 199 casos, seguido pela Alemanha, com 49. O Brasil aparece à frente de Reino Unido (21), Índia e Canadá (20 cada), França e Itália (15 cada), México (14) e Tailândia (13). Esta é a primeira vez que o país figura entre os dez mais afetados desde o início do monitoramento da plataforma, em janeiro.
Os números representam apenas os casos tornados públicos pelos próprios criminosos em seus sites de vazamento, uma prática usada para pressionar empresas que se recusam a pagar resgates. Isso significa que a quantidade real de ataques pode ser significativamente maior, uma vez que muitas organizações optam por não divulgar publicamente os incidentes. Mesmo quando não há interrupção prolongada das operações, um ataque de ransomware pode resultar em indisponibilidade temporária de sistemas, vazamento de informações sensíveis, prejuízos financeiros diretos e danos à reputação, além de potenciais multas regulatórias.
Segundo os dados da Ransomware.live, o setor B2B foi o mais afetado, com 123 vítimas, seguido por manufatura (83), tecnologia (56), saúde (52), agricultura e produção de alimentos (36), construção (27), transporte e logística (26), serviços financeiros (25) e educação (24). O número global de vítimas caiu 10,5% em relação a maio, com 708 casos registrados contra 791 no mês anterior. Apesar da queda, o volume permanece em níveis historicamente elevados.
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O Brasil voltou ao top 3 do ranking de ransomware em junho, com 23 organizações expostas. O setor B2B foi o mais afetado. Monitoramento contínuo, detecção comportamental, autenticação multifator, proteção de e-mail e resposta a incidentes são medidas essenciais para reduzir o impacto de ataques. A CyberProtec oferece planos mensais com proteção antiransomware, gestão de vulnerabilidades e criptografia de disco.

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