Ataques cibernéticos contra órgãos públicos triplicaram no Brasil em 2026

Brasil registra 3.685 ataques semanais em 2026, alta de 55% em relação ao ano anterior. BTG Pactual teve R$ 100 milhões desviados. Setor público bate recordes históricos de incidentes.

Jean Oliveira, Especialista em Cibersegurança / CyberProtec

4/10/2026

O Brasil consolidou em 2026 a posição de principal alvo de ataques cibernéticos da América Latina. Segundo a Check Point Research, as organizações brasileiras sofreram em média 3.685 ataques semanais apenas em janeiro de 2026, um crescimento de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior, mais que o triplo da média global, que registrou alta de 17% no mesmo intervalo. O setor público foi um dos alvos mais visados.

Os dados do CTIR, Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo, mostram que 2024 encerrou com 9.800 tentativas de ataque a órgãos públicos, recorde histórico até então. Em apenas sete meses de 2025, esse total já havia sido superado, consolidando uma escalada sem precedentes contra a administração pública brasileira. Prefeituras, tribunais, ministérios e forças de segurança estiveram entre os alvos confirmados.

O setor financeiro também foi atingido. Em março de 2026, o BTG Pactual sofreu um ataque cibernético que desviou cerca de R$ 100 milhões via Pix. O banco suspendeu as operações preventivamente, recuperou a maior parte dos recursos e confirmou que nenhuma conta de cliente foi acessada. O episódio expôs a vulnerabilidade até das instituições financeiras mais sofisticadas do país.

Por trás dessa escalada está um fator estrutural: a inteligência artificial está industrializando os golpes. Segundo a Check Point Research, o uso não gerenciado de IA generativa está criando novos pontos cegos nas defesas corporativas, com um em cada 30 prompts enviados por redes corporativas apresentando risco de exposição de dados sensíveis.

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O Brasil não é mais um alvo ocasional. É o epicentro do crime digital na América Latina, com 84% de todos os ataques da região concentrados aqui. A combinação de volume crescente, inteligência artificial e alvos públicos despreparados criou um ambiente onde nenhuma organização, pública ou privada, pode considerar-se imune.

Para gestores e donos de empresas, a pergunta não é mais se um ataque vai acontecer. É se a sua operação está preparada para responder quando acontecer.

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